sexta-feira, 5 de março de 2010

João de Deus



O Papa apareceu
Meu ombro ele tocou
No sonho eu ali estava
Numa miração de pavor

Via uma luta bruta sangrenta
Irmão com irmão se atracando
Em batalha feia e violenta
Muito sangue derramando

Tristonho e desolado
Tudo estava acabado
Reclamei ao Santo Papa
Que ele chegara atrasado

Sangue no chão da Terra Santa
É Mãe que chora e Mãe que implora
Ao ver filho que cai
E ali tombado não levanta

O Papa me entendeu
Em minha frente se postou
Com comiseração e presteza
Um pouco se curvou

Uma luz em seu olhar
Meu todo iluminou
Extasiado eu fiquei,
Com todo resplendor

O Papa então calado
Só que tudo explicou
Emudecido tudo disse
Que era a hora do amor

É preciso se alistar
Ele veio intimar
Tá na hora de agir
Na façanha do amar

Largou-me ali parado
Com seu jeito encurvado
Assentou em uma mesa
Ficou ali instalado
Pegando um a um
O Papa ia explicando
Ta na hora de rezar
De amar e de salvar

É preciso se apressar
É hora de parar para unir
É hora só de amar
Ser puro e redimir.

Pegue forte ó meu filho
Dou-te força “presta” sina
Abrirei os teus canais
Para rezar pra Palestina

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